Evento virtual marca o lançamento da nova coleção que resgata histórias e homenageia professores titulares da instituição

A Editora da UFCSPA promove nesta quinta-feira, 28, às 18h30, em um encontro online, o lançamento da coleção Memórias e Memoriais. Coordenado pelos docentes Ana Boff de Godoy e Rodrigo Lemos, o conjunto terá como primeira obra o memorial da professora Cleidilene Ramos Gamalhães, intitulada "Aprendizagens e construções sobre a docência: aprender a ensinar e o ensinar a ensinar na Federal da Saúde".
O público interessado pode acompanhar o evento de lançamento pelo link https://meet.google.com/iph-emap-xko.
Apresentação
Apresentamos a coleção Memórias e Memoriais, cujo propósito é o de consolidar a memória institucional da UFCSPA, de maneira a dar a conhecer as trajetórias de seus professores titulares.
A Editora da UFCSPA lança a presente coleção ainda sob os efeitos da comemoração dos 15 anos da UFCSPA, completados em 2023. Apesar de ser uma jovem debutante, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre tem uma história pregressa que precisa ser lembrada, ainda que de maneira breve neste pequeno espaço.
Esta coleção compartilha memórias. Memórias de histórias trilhadas por docentes da UFCSPA que chegaram ao topo de sua carreira, atingindo a “classe E”, de Professores Titulares. Uma trilha longa (de, no mínimo, 20 anos), cheia de desafios, trabalho, dedicação e todo tipo de emoções. Essas memórias são particulares, mas fazem parte, também, de uma coletividade, de uma universidade. A história da UFCSPA, afinal, se entrelaça (e depende) das histórias de cada um e cada uma que compôs ou compõe o seu quadro de docentes.
Esta coleção compartilha memoriais. Os memoriais se tornaram requisito para a ascensão ao grau de Professor Titular a partir da Portaria n. 982, de 3 de outubro de 2013, expedida pelo Ministério da Educação. Desde então, a “defesa de memorial” se transformou em um rito cheio de significados. O memorial é um documento que guarda o percurso de toda a carreira acadêmica de um determinado professor. A palavra “documento” provém do verbo latino docere, ou seja, “ensinar”, e dele deriva o sentido de prova, de comprovação. Os documentos memorias são, então, testemunhos objetivos de histórias individuais mas são, também, como nos lembra o historiador Jacques Le Goff[2], “materiais da memória”.
Essa memória, quando materializada em um memorial e ritualizada na sua defesa, evoca outras memórias individuais (por vezes dos próprios indivíduos que avaliam e validam o memorial) e outras tantas memórias coletivas e institucionais. A validação dessa memória, no rito e em decorrência dele, atribuiu ao memorial um outro sentido, o de monumento. A palavra “monumento” tem, segundo Le Goff, “uma raiz indo-europeia, que exprime uma das funções essenciais do espírito (mens), a memória (memini)”. O memorial se torna, então, mais do que a evocação de uma carreira inteira, a sua coroação, e, além disso, um legado.
Esta coleção, então, compartilha legados, heranças de memórias objetivas e subjetivas, de indivíduos que construíram e constroem essa instituição. Instituição que, como lembramos, pode ser vista como uma mocinha debutante de 15 anos, mas que carrega a memória e a história de uma sábia senhora de 70.
Neste volume, temos especial satisfação de apresentar o memorial da professora do Departamento de Educação e Humanidades, a professora Cleidilene Ramos Magalhães.
Cleidi, como carinhosamente todos a chamam, ingressou ainda na história pregressa da UFCSPA, na então FFFCMPA, em 12 de abril de 2004, como docente de Metodologia do Ensino, no Departamento de Saúde Coletiva. Foi a primeira docente da área de Educação da instituição e a responsável pela implantação da formação pedagógica dos docentes. Foi a primeira chefe do Departamento de Educação e Informação em Saúde (DEIS), criado em 2008 a partir da entrada de professores de áreas distintas das áreas da saúde e a primeira docente do Departamento de Educação e Humanidades (DEH), criado em 2015, a chegar no topo da carreira, defendendo seu memorial em 20 de maio de 2021. Mas, bem antes disso, foi a primeira (e única) filha (de seis) da senhora Francisca e do senhor Herculano a chegar à universidade. E foi muito, muito além disso.





