Em palestra no Teatro Moacyr Scliar, ex-reitora detalhou eixos de inovação e inclusão para o ensino superior

A comunidade universitária reuniu-se na tarde desta terça-feira, 8 de abril, para acompanhar a palestra "Universidades Inovadoras e Inclusivas: Programas Acadêmicos do MEC para 2026". O encontro, realizado no Teatro Moacyr Scliar, foi conduzido pela ex-reitora da instituição e atual diretora de Desenvolvimento Acadêmico da Secretaria de Educação Superior (SESu) do Ministério da Educação (MEC), Lucia Campos Pellanda. A atividade abordou as novas diretrizes para a expansão e qualificação das universidades federais no próximo ano.
"É uma alegria muito grande estar aqui e contar um pouco do trabalho que está acontecendo lá no MEC", celebrou Lucia Pellanda ao iniciar sua fala. A diretora explicou que sua diretoria foi criada para suprir uma lacuna de planejamento estratégico, permitindo que o ministério pense o futuro da educação para além das demandas imediatas. Segundo a docente, a estrutura atual conta com cinco coordenações integradas que refletem a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

A reitora da UFCSPA, Jenifer Saffi, destacou o simbolismo da trajetória da palestrante, que comandou a universidade entre 2017 e 2025. "Ter uma ex-reitora em um cargo desse, dentro do Ministério da Educação, é uma enorme alegria e honra", afirmou. Ela ressaltou que a vinda de Lucia ocorre em um momento estratégico para a UFCSPA, que discute suas possibilidades de expansão para os próximos anos.
A apresentação detalhou quatro eixos prioritários: universidades transformadoras, inovadoras, estratégicas e inclusivas. No campo da extensão, Lucia anunciou o primeiro edital com recursos específicos para as federais em 11 anos, com repasses proporcionais ao tamanho das instituições. Para o eixo de inovação, o foco recai sobre a soberania tecnológica, com a indução de cursos de Inteligência Artificial (IA) e o fortalecimento de áreas como engenharia e tecnologia da informação.
Um dos pontos abordados na palestra foi o anúncio de editais que somam R$ 150 milhões para a qualificação de laboratórios de ensino, suprindo uma demanda histórica que geralmente fica restrita aos orçamentos próprios das universidades. Lucia também mencionou o projeto das "cuidotecas", voltado ao apoio de estudantes e servidoras mães, especialmente no período noturno.
Sobre a expansão do sistema, a diretora revelou que o MEC trabalha na criação de novas universidades, como a Universidade do Esporte e a Universidade Indígena, além da transformação de institutos tecnológicos. Ela enfatizou que a meta é elevar para 40% o percentual de acesso à graduação entre jovens de 18 a 24 anos. "O mundo está mudando muito rápido e a universidade não pode ter os mesmos cursos e o mesmo jeito de ensinar de cem anos atrás", ponderou.

Ao final, Lucia apresentou o cronograma da nova Política Nacional de Educação Superior, que deve entrar em consulta pública em breve para substituir o documento vigente desde 1968. Ela convidou professores e alunos a contribuírem com o texto, que busca modernizar temas como EAD, mudanças climáticas e inserção curricular da extensão.
Após a exposição, o evento abriu espaço para o debate, quando docentes puderam sanar dúvidas e apresentar sugestões para fortalecer a expansão e a inovação da Federal da Saúde.





