Projeto foi aprovado no edital OpenRAN Brasil com protagonismo da universidade em aplicações de saúde

A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre integrará o projeto Open 5G Healthcare (OpenHealth5G), aprovado no edital nacional OpenRAN Brasil, iniciativa financiada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O projeto será coordenado nacionalmente pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em um consórcio que reúne ainda a UFCSPA, a Unisinos e a PUCRS. Dentro do consórcio, a UFCSPA terá papel central e estratégico no desenvolvimento de aplicações voltadas à área da saúde.

As atividades na Federal da Saúde serão lideradas pelo professor Muriel Franco, que atuará como responsável técnico pelo eixo de Saúde Digital do projeto. Na universidade, as ações serão executadas por pesquisadores do Núcleo de Saúde Digital, em parceria com o Núcleo de Estudos em Realidade Virtual (NERV) e com o Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf), além da participação direta de bolsistas do curso de Informática Biomédica e outros acadêmicos da universidade.

O OpenHealth5G tem como objetivo explorar o potencial das tecnologias abertas de redes 5G e do padrão Open RAN para criar e validar soluções inovadoras em Saúde Digital e Conectada. A UFCSPA será responsável pela concepção, desenvolvimento e experimentação dos principais casos de uso em saúde, com foco em cenários que exigem alta velocidade, baixa latência e qualidade avançada de transmissão de dados.

Entre as aplicações priorizadas estão a telessaúde emergencial, que permitirá o atendimento remoto em situações críticas com suporte a dispositivos médicos e sensores conectados, e a educação médica imersiva, baseada em recursos de realidade estendida para capacitação de estudantes e profissionais de saúde. Esses cenários representarão ambientes reais de validação das tecnologias 5G abertas no contexto assistencial e educacional.

A aprovação do OpenHealth5G fortalece o posicionamento da UFCSPA como referência nacional em tecnologias digitais aplicadas à saúde e amplia a participação da universidade em iniciativas de fronteira tecnológica. O projeto também consolida a integração entre pesquisa acadêmica, inovação e impacto social, contribuindo para o avanço da telessaúde e da transformação digital no Brasil.